4 de janeiro de 2021

Tarifa de gás natural vai subir 25% em janeiro de 2021, diz SCGás


A tarifa de gás natural para a indústria vai subir 25,6%, em média, em janeiro de 2021. A projeção é do diretor de administração e finanças da SCGás, Rafael Antônio Bettini Gomes, em reunião virtual da câmara de energia da Fiesc com a diretoria da SCGás.

Dois fatores vão puxar a alta o preço do petróleo Brent e as variações do câmbio. Desde março de 2020, a Petrobras vem adotando política de preços, que acompanha semanalmente a flutuação dos valores praticados pelo mercado em relação ao petróleo. A companhia reconhece que há déficit em termos de capacidade de saída de gás natural, considerando a projeção de demanda até 2025.

- Temos uma chamada pública incremental da TBG , que seria solução de médio e longo prazos de aumento de capacidade de oferta, mas no curto prazo não há solução - disse, claramente, o diretor técnico e comercial da SCGás, Carlos Alberto Chaves Ferro.

Em 2020, a companhia abasteceu mais de mil clientes novos, que foram interligados à rede distribuição nos diversos segmentos de consumo. Na área da infraestrutura executa, desde 2013, um dos maiores projetos de rede de gás natural desenvolvidos no país: o Serra Catarinense, que abrange 16 cidades, com mais de 230 quilômetros, de Indaial a Lages. Hoje a rede está em Rio do Sul e há um novo trecho de obras até Pouso Redondo em execução.

E iniciou o abastecimento em Lages por meio de um projeto inovador com redes locais e isoladas. No horizonte de investimentos planejados com esse mesmo modelo, a SCGás pretende abastecer Canoinhas e Três Barras, no Planalto Norte catarinense e estudar opções para o Oeste e Meio-oeste catarinense.

Em fevereiro, a companhia lançou o seu maior pacote de obras desde sua fundação: de 2020 a 2024, investirá R$ 410 milhões. A meta de dobrar o número de clientes no período e implantar mais de 400 km de rede de distribuição, com novas 16 cidades atendidas.

Com mais de 1,2 mil km de rede, a SCGÁS atende 64 municípios. São mais de 16 mil clientes diretos consumindo gás natural, dos segmentos industrial (82% do volume), veicular (16% - a frota de GNV em SC é superior a 105 mil veículos), comercial e residencial (2%).


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