25 de novembro de 2020

25 de novembro – Dia Internacional de Combate à violência contra a mulher será tema de LIVE da PM de Campos Novos

 


A Polícia Militar de Campos Novos, por meio do Sargento Kátia Kunen promove nesta quarta-feira (25), uma LIVE com o tema “Dia Internacional do Combate a Violência Contra a Mulher” com a participação da vereadora eleita Celina Manfroi Cassiano Barros. A Live inicia ás 18h na página do Facebook da Policia Militar de Campos Novos.

O dia 25 de novembro como o “Dia Internacional do Combate a Violência Contra a Mulher” foi decidido por organizações de mulheres de todo o mundo reunidas em Bogotá, na Colômbia, em 1981 em homenagem às irmãs, que responderam com sua dignidade à violência, não somente contra a mulher, mas contra todo um povo. A partir daí, esta data passou a ser conhecida como o “Dia Latino Americano da Não Violência Contra a Mulher”.

Em 1999, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), proclama esta data como o ”Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher” a fim de estimular que governos e sociedade civil organizada nacionais e internacionais realizem eventos anuais como necessidade de extinguir com a violência que destrói a vida de mulheres considerado um dos grandes desafios na área dos direitos humanos.

A violência contra a mulher passa a ser um problema mundial que não distingue cor, classe social ou raça: é maléfica, absurda e injustificável!! Essa Campanha tem como objetivos revelar a dimensão do feminicídio e denunciar o aumento do número de casos de mortes de mulheres por razões de gênero. Chamar a atenção sobre índices e ausência de registros confiáveis; estimular a informação sobre o feminicídio e atuar contra a impunidade.

De acordo com o Mapa da Violência 2015, após o sansão da Lei Maria da Penha em 2006, até o ano de 2013 houve uma diminuição de 2,6% do número de homicídios. No mesmo período, Roraima foi o estado que apresentou taxas elevadas no número de homicídios (131,1%). Porém, o tema tem alcançado visibilidade diante da mídia, notícias de homicídios praticados por parceiros e ex-parceiros das vítimas ganham destaque nos jornais.

 A mulher negra, segundo o Mapa da Violência 2015, é a principal vítima da violência, com o maior número de homicídios. Em 2003, 1.864 negras foram assassinadas, em 2013 esse número saltou para 2.875 vítimas. São vítimas mulheres entre 18 e 30 anos de idade, 48,8% por arma de fogo, motivados por ódio ou motivos fúteis. As mortes em domicílio representam 27,1%. Entre mulheres jovens e adultas, o principal agressor é o parceiro ou ex-parceiro. Os tipos de violência variam entre física, psicológica, tortura, sexual, tráfico de seres humanos e outros, 48,7% dos atendimentos de saúde são por violência física.

Apesar da Lei Maria da Penha ter sido um avanço, não garante de fato a punição ao agressor, assim como não garante os serviços essenciais à mulher que sofre agressão, como casas abrigo, creches, assistência médica e psicológica, centros de Referência com profissionais capacitados e estabilidade remunerada no emprego.

Portal Correio Camponovense

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