Após quase dois anos dos fatos que resultaram na morte da Dra. Karize, o caso será submetido ao Tribunal do Júri nesta quinta-feira, 10 de setembro. A família será representada no processo pelo advogado Felipe Tukuda, que atua como assistente da acusação.
Segundo o advogado, a proximidade do julgamento representa um momento de forte impacto emocional para os familiares, que convivem desde 2024 com a perda e com questionamentos relacionados ao caso. Tukuda afirma que, desde o início, o trabalho da representação da família envolveu o acompanhamento da investigação e do processo judicial, incluindo a análise de depoimentos, documentos, laudos, perícias e demais elementos reunidos nos autos.
Na etapa que antecede o julgamento, a expectativa é apresentar aos jurados, de forma clara e organizada, os elementos produzidos durante a investigação e o processo. A família espera que os integrantes do Conselho de Sentença possam analisar as provas, ouvir as partes e tomar uma decisão de forma independente e consciente.
Felipe Tukuda destaca que a assistência de acusação atuará em conjunto com o Ministério Público na defesa dos interesses da vítima e de seus familiares. O advogado também ressalta a importância do respeito ao contraditório, à defesa e à imparcialidade durante o julgamento.
De acordo com Tukuda, os argumentos que serão apresentados no plenário não serão antecipados, já que questões relacionadas ao conteúdo do processo deverão ser discutidas durante a sessão do Tribunal do Júri. Ele afirma que a atuação da assistência de acusação será baseada nas provas produzidas legalmente, sem especulações ou informações que não estejam demonstradas nos autos.
O advogado também fez um apelo para que a repercussão do caso não resulte em um julgamento antecipado pela sociedade. Segundo ele, a decisão deve ser tomada pelos jurados dentro do fórum e com base nas provas apresentadas durante o processo.
Para a família, o objetivo é obter justiça, e não vingança. Tukuda afirma que o julgamento poderá representar o encerramento de uma etapa judicial marcada por quase dois anos de investigação, processo e lembranças relacionadas à morte da Dra. Karize, embora reconheça que uma sentença não seja capaz de eliminar a dor da perda.
O advogado ressalta ainda que a Dra. Karize deve ser lembrada para além da condição de vítima. Segundo ele, por trás do processo existia a história de uma mulher, profissional, filha, com sonhos, projetos e relações familiares.
A família deverá acompanhar o julgamento com confiança nas instituições e respeito ao Poder Judiciário. A assistência de acusação afirma que buscará contribuir para que os fatos e as provas sejam apresentados de maneira clara e que a história da Dra. Karize seja tratada com dignidade durante a sessão.
Ao final, Felipe Tukuda reforçou que a família não pretende ser movida pelo ódio ou pela vingança, mas pela expectativa de que o Tribunal do Júri ofereça uma resposta aos fatos. O julgamento está marcado para o dia 10 de setembro.

0 Comentários